Marina Camargo e Romy Pocztaruk

Porto Alegre - RS/Brasil

  • Photos-Buttons (2010)
    Marina Camargo 
    fotografia
  • Photo-Color (2010)
    Marina Camargo
    vídeo 7min (frames)
  • Paisagem de luz (2010-2011)
    Marina Camargo
    fotografia
  • Detalhe de Inside II (Vegas) (2010)
    Marina Camargo 
    fotografia
  • Wäsche (2010)
    Romy Pocztaruk
    fotografia
  • Blubbern (2010)
    Romy Pocztaruk
    fotografia
  • Sem título, Série de fotografias (2010)
    Romy Pocztaruk
  • Traumberg (2010)
    Romy Pocztaruk
    vídeo 2’’36 - frames. Super 8 original

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Marina Camargo e Romy Pocztaruk

Marina Camargo (1980) é graduada e mestre em artes visuais pelo Instituto de Artes da UFRGS. Entre os anos de 2007 e 2009 estudou na School of Visual Arts, em Nova York, e, em 2004, fez uma pós-graduação na Universidad de Barcelona (Espanha). Atualmente vive e trabalha na Alemanha, sendo artista-bolsista do DAAD. A representação do mundo que nos cerca transformada ou deslocada de sua origem é uma questão para a artista, seja através de letras de um texto, de mapas, de imagens de cidades ou de representações de lugares. (www.marinacamargo.com)

Romy Pocztaruk (1983) é mestre em poéticas visuais pela UFRGS. Trabalha com fotografia, vídeo e performance, e vem realizando exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior. Desenvolve o projeto coletivo Percursos (www.percursos.com.br) com a artista Marina Camargo desde 2007. (www.romypocz.com)

Percursos simulados

Taisa Palhares

A instalação Percursos simulados tem origem no projeto do mesmo nome das artistas Marina Camargo e Romy Pocztaruk desenvolvido desde 2007 e constituído pelos registros visuais e sonoros do espaço urbano de diferentes cidades, como Porto Alegre, Berlim, Nova York e Las Vegas. Como uma espécie de arquivo aberto, em processo constante de reedição, o conjunto traz à tona a experiência de deslocamento que caracteriza o olhar do sujeito contemporâneo, e pelo qual o observador é levado a experimentar uma relação desnaturalizada com essas cidades. Ele manifesta também o encontro entre a produção das jovens artistas que, a partir de linguagens bastante particulares, buscam um diálogo, um meio de troca de experiências.

Nesse sentido, estes vídeos e fotografias nos surpreendem pelo fato de abordarem locais aparentemente sem grande significado, mas que se assemelham pelo estranhamento de sua potência visual, e criam, assim, uma realidade quase paralela: território de uma ficção outra em que a presença humana é espectral e o espaço urbano torna-se protagonista.
Trata-se, em geral, de lugares que, dentro da vida das próprias cidades, têm, por assim dizer, uma existência incomum: balneários vazios no inverno, parques de diversões fechados ou ainda parques tropicais urbanos, vistas noturnas de esqueletos de edifícios em construção, trailers de alimentação abandonados etc. Ou, inversamente, situações as mais cotidianas nas quais as artistas flagram, seja por meio da ação da luz seja pelo colorido ou pela escolha de um enquadramento específico, a presença do inesperado. 

Reunidos no mesmo espaço expositivo, esses trabalhos revelam visualmente a experiência de uma temporalidade dilatada num tempo do agora, cuja duração é vivenciada como a fusão do passado com o presente, do próximo com o distante, do familiar com o extraordinário, da existência com o desaparecimento, da luz com a escuridão.



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