Mariana Lima

São Paulo/SP, 1973

  • Limite (2005)
    Instalação com vidro
  • Limite (2005)
    Instalação com vidro
  • Limite (2005)
    Instalação com vidro
  • Limite (2005)
    Instalação com vidro
  • Limite (2005)
    Instalação com vidro
  • Limite (2005)
    Instalação com vidro
  • Limite (2005)
    Instalação com vidro
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Mariana Lima

As obras de Mariana Lima remetem a elementos arquitetônicos. As esculturas apresentadas na Temporadas de Projetos transitam entre o que é permanente e o que é transitório, entre o que está pronto e o que está inacabado, negando a função prática de seus referentes arquitetônicos. Em Limite, a artista registra a performance de um objeto em vidro que passeia pelo espaço de dentro e de fora da instituição. Em 2005, participou do projeto Ocupação, no Paço das Artes, e apresentou individual no Centro Cultural São Paulo. 

José Augusto Ribeiro

A conformação aparentemente parcial e provisória das peças que Mariana Lima apresenta nesta mostra é a síntese de efeitos que os próprios trabalhos experimentam na dificuldade de subsistir. Alguns não têm configuração permanente e devem ser refeitos a cada apresentação. Outros dão início a um impulso de vontade, sem demonstrar chances reais de cumprir os anseios que sugerem. Em comum, têm a integridade duvidosa.

As esculturas com alusão a elementos arquitetônicos assumem sua forma final negando a função prática de seus referentes, seja por fragilidade, incompletude ou ambos. Os meios de acesso de um ponto a outro, como a escada e os corrimãos da artista, não interligam nada a lugar nenhum; a coluna de sustentação é uma estrutura oca, não vai do piso ao teto, e sua matéria é o vidro: rígido, porém quebradiço.

O conjunto detém, enfim, somente as características elementares que lhe garantem a imediata identificação, com ligeiras alterações a criar buracos, vazios e áreas de intermissão no corpo das peças. Como amostras, fragmentos representativos de uma presença contingente, os trabalhos não são mais que insinuações. Representam meios de conectar ambientes e pavimentos, mas, na verdade, é como se estivessem alheios ao espaço de montagem.

As protuberâncias do chão, feitas com pequenos punhados de pigmento vermelho, deixam-se desmanchar sem resistência ao menor dos acontecimentos em seu entorno. O motriz, se houver algum, é o próprio fim. São volumes que estarão “acabados”, prontos, quando estiverem desfeitos. Assim como a escala, a coluna e os corrimãos estarão plenos de sentido quando e se lhe forem reconhecidos os limites da existência. 
  • Realização: