Mabe Bethônico, Rodrigo Bethônico e Nydia Negromonte

Belo Horizonte, MG, 1966/ Itabira, MG, 1964/ Lima, Peru, 1965.

  • Detalhes do projeto Identificador (2006)
  • Detalhes do projeto Identificador (2006)
  • Detalhes do projeto Identificador (2006)
  • Copinha (2006)
    Nydia Negromonte
  • Copinha (2006)
    Nydia Negromonte
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Mabe Bethônico, Rodrigo Bethônico e Nydia Negromonte

Os artistas Mabe Bethônico, Rodrigo Bethônico e Nydia Negromonte trabalham em diversos meios suas produções individuais. Como um trio, os artistas trouxeram para o Paço das Artes a exposição Identificador em forma documental. Apresentada originalmente na Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), a exposição consiste em uma série de intervenções na própria empresa a partir da compreensão de cada integrante acerca da realidade e do cotidiano do local, ampliando ou subvertendo seus sentidos. 

Relatório de intenções para a construção de uma exposição documental (ou glossário de termos relativ

Paula Alzugaray

Identificador

1. Código presente nas contas de luz. 
2. Exposição que aconteceu em resultado à estreita convivência entre os artistas Mabe Bethônico, Nydia Negromonte e Roberto Bethônico com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), onde eles buscaram subsídios para o desenvolvimento de suas pesquisas individuais, dialogando com as especificidades daquele contexto. 

Pluralidade

1. Trabalho em grupo onde cada um explora um terreno distinto. 
2. Exploração de campos distintos dentro do mesmo espaço determinado: a Cemig. 
3. Entrada na empresa feita em forma de diagrama, onde cada artista elegeu seus campos de interesse, desenvolvendo outros setores dentro desse grande sistema, envolvendo e interligando os vários nichos. 

Institucionalização

1. Convivência do grupo com rotina da empresa e experiência institucional ao longo de seis meses.
2. “Paisagem institucional”: denominação de trabalho de Roberto Bethônico, que tomou emprestadas de funcionários todas as plantas do prédio da empresa e colocou-as lado a lado com uma coleção de plantas artificiais. 

Participação

1. Desdobramento de questões do dia-a-dia da companhia (no plano empresarial e institucional ou no plano da rotina dos seus funcionários e usuários).
2. Convívio: “Copinha”, trabalho de Nydia Negromonte, que reproduziu as copas instaladas em todos os andares do edifício da Cemig e funcionou como espaço múltiplo de convívio durante a exposição. 
3. Revista “Luciana”: livro de artista de Mabe Bethônico, com tiragem de cinco exemplares, que reuniu textos de colaboradores reais e fictícios. 
4. “Feliz Aniversário”: ação que consistiu na comemoração de aniversário de sete funcionários da Cemig e da artista Nydia Negromonte, todos nascidos no dia 18 de setembro. Nenhum deles se conhecia previamente, mas houve troca de presentes. 

Sinalização

1. “Café doce, café amargo, água quente”: tríptico composto por garrafas térmicas devidamente sinalizadas e dispostas em prateleira da “Copinha”
2. “Topônimo”: intervenção de Nydia Negromonte no teto do hall de entrada da Cemig, com hiperconcentração de placas de sinalização, com nomes de cidades que foram inundadas após a construção de usinas hidrelétricas. 
3. Confecção de etiquetas de identificação por Roberto Bethônico, informando sobre relações entre pessoas e plantas.

Documentação

1. Levantamento de três instancias do documento: imagens do arquivo da empresa, imagens-registro da exposição e resíduos dos trabalhos. 
2. Mapeamento: ou rastreamento das referências etimológicas referentes aos sentidos da luz, realizado por Mabe Bethônico, na biblioteca da empresa.
3. Registro em vídeo das palestras proferidas sobre luz e iluminação por cabeleireiro, pediatra e consultor de desenvolvimento empresarial. 
4. “Gabinete de fotos”: banco de imagens dos ensaios fotográficos de Nydia Negromonte nas dependências internas do prédio da Cemig. 
5. Catálogo realizado sobre o projeto “Identificador”, onde imagens se sobrepõem sem nenhuma área de respiro ou página em branco que anuncie os trabalhos dos artistas. 

Transposição/Identificador no Paço

1. Deslocamento para outro entorno, o que possibilita um novo olhar sobre o diagrama da exposição. 
2. Desafio: transportar a exposição de maneira ‘portátil’, ou seja, através do registro das ações e dos trabalhos realizados na Cemig. 
3. Posfácio.
4. História da experiência.
5. Trabalhar sobre os resíduos. 
  • Realização: